quinta-feira, 24 de março de 2011

sexta-feira, 18 de março de 2011

O amor comeu meu Estado e minha cidade

João Cabral de Melo Neto

O amor comeu na estante todos os meus livros de poesia. Comeu em meus livros de prosa as citações em verso. Comeu no dicionário as palavras que poderiam se juntar em versos. (...)
O amor comeu as frutas postas sobre a mesa. Bebeu a água dos copos e das quartinhas. Comeu o pão de propósito escondido. Bebeu as lágrimas dos olhos que, ninguém o sabia, estavam cheios de água. (...)
O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite. Meu inverno e meu verão. Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

calma, minha alma

E como é que pode uma pessoa que entende tanto as palavras não saber escolher meia dúzia delas pra me dizer?

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

meu partido é um coração partido

.
teu sex and drugs não tem nenhum rock'n'roll, minha querida.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010


confortai-me com frutos e com flores, que eu desfaleço de amor

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

oh my lover

don't you know it's alright?
you can love her
you can love me at the same time

(PJ Harvey)

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

a day in the life

É você fugir do amor pra ele dizer que é teimoso o suficiente pra ir te buscar de metrô no trabalho às 18h da tarde no meio do centro de São Paulo.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

M. de Assis

O tempo caleja a sensibilidade.