você já sentiu como se seu coração estivesse na palma da mão... de outra pessoa?
- doug funnie
segunda-feira, 1 de junho de 2009
sexta-feira, 29 de maio de 2009
nem tão anônimo assim.

tenho pensado tanto em você. brotam espaços azuis quando penso. no meu pensamento, você nunca me critica por eu ser um pouco tolo, meio melodramático, e penso então tule nuvem castelo seda perfume brisa turquesa vime. e deito a cabeça no seu colo ou você deita a cabeça no meu, tanto faz, e ficamos tanto tempo assim que a terra treme e vulcões explodem e pestes se alastram e nós nem percebemos, no umbigo do universo. você toca minha mão, eu toco na sua.
(...) sei que é meio idiota, mas gosto de pensar desse jeito, e se estou em pé no ônibus solto um pouco as mãos daquela barra de ferro para meu corpo balançar como se estivesse a bordo de um navio ou de você. fecho os olhos, faz tanto bem, você não sabe. suspiro tanto quando penso em você, chorar só choro às vezes, e é tão freqüente. caminho mais devagar, certo que na próxima esquina, quem sabe. não tenho tido muito tempo ultimamente, mas penso tanto em você que na hora de dormir vezenquando até sorrio e fico passando a ponta do meu dedo no lóbulo da sua orelha e repito repito em voz baixa te amo tanto dorme com os anjos. mas depois sou eu quem dorme e sonha, sonho com os anjos. nuvens, espaços azuis, pérolas no fundo do mar. clack! como se fosse verdade, um beijo.
sexta-feira, 22 de maio de 2009
estrada nova.
eu conheço o medo de ir embora,
não saber o que fazer com a mão,
gritar pro mundo e saber
gue o mundo não presta atenção
eu conheço o medo de ir embora
e embora não pareça, a dor vai passar -
lembra se puder
se não der, esqueça
de algum jeito vai passar...
o sol já nasceu na estrada nova
e mesmo que eu impeça, ele vai brilhar -
lembra se puder
se não der, esqueça
de algum jeito vai passar...
eu conheço o medo de ir embora,
o futuro agarra a sua mão
será que é o trem que passou
ou passou quem fica na estação?
eu conheço o medo de ir embora
e nada que interessa se pode guardar -
lembra se puder
se não der, esqueça
de algum jeito vai passar...
(oswaldo montenegro)
não saber o que fazer com a mão,
gritar pro mundo e saber
gue o mundo não presta atenção
eu conheço o medo de ir embora
e embora não pareça, a dor vai passar -
lembra se puder
se não der, esqueça
de algum jeito vai passar...
o sol já nasceu na estrada nova
e mesmo que eu impeça, ele vai brilhar -
lembra se puder
se não der, esqueça
de algum jeito vai passar...
eu conheço o medo de ir embora,
o futuro agarra a sua mão
será que é o trem que passou
ou passou quem fica na estação?
eu conheço o medo de ir embora
e nada que interessa se pode guardar -
lembra se puder
se não der, esqueça
de algum jeito vai passar...
(oswaldo montenegro)
quinta-feira, 21 de maio de 2009
loneliness.
não gosto quando a gente fica falando assim no que não foi, no que poderia ter sido. god! não aos sábados, principalmente à noite. não hoje, por favor, hoje não dá, eu tenho.
eu tenho uma sensação meio de amargura, de fracasso. você me entende? como se tivesse a obrigação de ter sido, ou tentado ser, outra pessoa.
eu tenho uma sensação meio de amargura, de fracasso. você me entende? como se tivesse a obrigação de ter sido, ou tentado ser, outra pessoa.
segunda-feira, 18 de maio de 2009
i just don't know what to do with myself.
baby, if your new love ever turns you down
come back, i will be around
just waiting for you.
(i don't know what else to do)
come back, i will be around
just waiting for you.
(i don't know what else to do)
terça-feira, 28 de abril de 2009
sobre algo que.
guarde segredo que te quero e conte só os seus pra mim. faça de mim o seu brinquedo; você é meu enredo, vem pra cá.
te quero, te espero. não vai passar.
você pensa em mim, eu penso em você - eu tento dormir, você tenta esquecer. longe do seu ninho, meu andar caminho, deixo onde passo os meus pés no chão. sou mais um na multidão.
o mar de sol no leito do lar que nem um rio pode apagar, o amor é fogo e ferve queimando. estou ferido agora e sigo te amando; você pode acreditar. a mesma carta, o mesmo verbo. em sonho só viver pra ti. quem tem a chave do mistério não teme tanto o medo de amar.
me cego, te enxergo. não vai passar.
o amor não tarda, está.
te quero, te espero. não vai passar.
você pensa em mim, eu penso em você - eu tento dormir, você tenta esquecer. longe do seu ninho, meu andar caminho, deixo o óbvio faço os meus pés no chão...
sou mais um na multidão.
te quero, te espero. não vai passar.
você pensa em mim, eu penso em você - eu tento dormir, você tenta esquecer. longe do seu ninho, meu andar caminho, deixo onde passo os meus pés no chão. sou mais um na multidão.
o mar de sol no leito do lar que nem um rio pode apagar, o amor é fogo e ferve queimando. estou ferido agora e sigo te amando; você pode acreditar. a mesma carta, o mesmo verbo. em sonho só viver pra ti. quem tem a chave do mistério não teme tanto o medo de amar.
me cego, te enxergo. não vai passar.
o amor não tarda, está.
te quero, te espero. não vai passar.
você pensa em mim, eu penso em você - eu tento dormir, você tenta esquecer. longe do seu ninho, meu andar caminho, deixo o óbvio faço os meus pés no chão...
sou mais um na multidão.
domingo, 5 de abril de 2009
Epifanias sobre o fim de um verão triste.
Verão, meu bem. O verão acabou. Finalmente chegaram as águas de março e só agora consigo alcançar a calma que preciso ter para escrever sobre ti; tudo entra agora em um estranho ritmo, quase-ritual, de início de outono e as ruas estão sempre mais vazias. A velha preguiça ao me levantar da cama pela manhã voltou, já posso usar minhas roupas habituais, as crianças que brincam em frente a minha casa estão um pouco mais silenciosas, meus banhos de final de tarde estão novamente funcionando como tranqüilizantes, meu café volta sem culpa a me fazer companhia durante todos os intervalos de cinco minutos que tenho durante todo o dia e até o canto dos pássaros é diferente. Em meio à todo alívio que sinto com o fim do verão, desponta dentro de mim uma pontinha de culpa por desejar tanto que cheguem logo os outonos com seus abrils e maios – ironicamente, meu amor, a primeira vez em que pude tocar teu rosto foi em uma tarde quente de um lindo verão.
Muitas luas já passaram por cima da primeira vez em que te vi. Todas as outras estações do ano já se repetiram e se repetiram também muitas outras que não existem no calendário. Atravessei agostos cortantes e julhos inteiros de saudade, admirei primaveras solitárias e vi chegar novamente os tristes verões que tanto me doem.
Aos finais de semana, meu querido, geralmente acordo sozinha. Ninguém em casa e a brisa leve que entra pelas frestas da porta diretamente da rua são uma marca intransferível do outono. O ventinho frio me toca os pés, o café feito bem antes de que eu acordasse espera pela minha caneca; imediatamente após a minha primeira – e mais gostosa – refeição, me recolho para um livro. Prefiro assim, com o silêncio dos móveis que não têm mais com quem conversar. Já tentei dar um jeito no meu quarto, mas sabes bem que não nasci pra isso – preciso me distrair, sento à janela, observo o jardim, tento assistir um filme qualquer. God knows como odeio a televisão! Música, talvez.
Acontece que, meu bem, por mais que eu me movimente por aqui, teus traços estão impregnados em todas as paredes que posso ver. Loucura ver tua imagem em todos os cantos deste lugar quando tudo o que existe ao meu redor é uma espantosa solidão. Tuas mãos, meu amor, tuas mãos e tudo o que elas seguraram, inclusive eu. Meus cabelos, meu travesseiro, minhas roupas e minhas próprias mãos também. Eu não fui abençoada com o dom das palavras, e muito menos sei desenhar, mas nenhuma outra pessoa no mundo além de mim sabe da vontade – e necessidade – que tenho de descrever e reproduzir tuas mãos em alguma folha branca de papel. O papel aceita qualquer coisa, jamais me recriminaria por errar teus traços ou distorcer tua ortografia. Uma outra forma de liberdade.
Muitas luas já passaram por cima da primeira vez em que te vi. Todas as outras estações do ano já se repetiram e se repetiram também muitas outras que não existem no calendário. Atravessei agostos cortantes e julhos inteiros de saudade, admirei primaveras solitárias e vi chegar novamente os tristes verões que tanto me doem.
Aos finais de semana, meu querido, geralmente acordo sozinha. Ninguém em casa e a brisa leve que entra pelas frestas da porta diretamente da rua são uma marca intransferível do outono. O ventinho frio me toca os pés, o café feito bem antes de que eu acordasse espera pela minha caneca; imediatamente após a minha primeira – e mais gostosa – refeição, me recolho para um livro. Prefiro assim, com o silêncio dos móveis que não têm mais com quem conversar. Já tentei dar um jeito no meu quarto, mas sabes bem que não nasci pra isso – preciso me distrair, sento à janela, observo o jardim, tento assistir um filme qualquer. God knows como odeio a televisão! Música, talvez.
Acontece que, meu bem, por mais que eu me movimente por aqui, teus traços estão impregnados em todas as paredes que posso ver. Loucura ver tua imagem em todos os cantos deste lugar quando tudo o que existe ao meu redor é uma espantosa solidão. Tuas mãos, meu amor, tuas mãos e tudo o que elas seguraram, inclusive eu. Meus cabelos, meu travesseiro, minhas roupas e minhas próprias mãos também. Eu não fui abençoada com o dom das palavras, e muito menos sei desenhar, mas nenhuma outra pessoa no mundo além de mim sabe da vontade – e necessidade – que tenho de descrever e reproduzir tuas mãos em alguma folha branca de papel. O papel aceita qualquer coisa, jamais me recriminaria por errar teus traços ou distorcer tua ortografia. Uma outra forma de liberdade.
segunda-feira, 23 de março de 2009
...
tire o seu sorriso do caminho
que eu quero passar com a minha dor...
hoje pra você eu sou espinho
e espinho não machuca a flor
eu so errei quando juntei minh'alma a sua,
o sol não pode viver perto da lua.
tire o seu sorriso do caminho
que eu quero passar com a minha dor.
hoje pra você eu sou espinho
e espinho não machuca a flor
eu so errei quando juntei minh'alma a sua,
o sol não pode viver perto da lua...
é no espelho que eu vejo a minha mágoa,
a minha dor e os meus olhos rasos d'agua
eu na sua vida já fui uma flor
hoje sou espinho em seu amor,
eu so errei quando juntei minh'alma a sua
o sol não pode viver perto da lua...
tire o seu sorriso do caminho
que eu quero passar com a minha dor
que eu quero passar com a minha dor...
(nelson cavaquinho)
que eu quero passar com a minha dor...
hoje pra você eu sou espinho
e espinho não machuca a flor
eu so errei quando juntei minh'alma a sua,
o sol não pode viver perto da lua.
tire o seu sorriso do caminho
que eu quero passar com a minha dor.
hoje pra você eu sou espinho
e espinho não machuca a flor
eu so errei quando juntei minh'alma a sua,
o sol não pode viver perto da lua...
é no espelho que eu vejo a minha mágoa,
a minha dor e os meus olhos rasos d'agua
eu na sua vida já fui uma flor
hoje sou espinho em seu amor,
eu so errei quando juntei minh'alma a sua
o sol não pode viver perto da lua...
tire o seu sorriso do caminho
que eu quero passar com a minha dor
que eu quero passar com a minha dor...
(nelson cavaquinho)
Assinar:
Postagens (Atom)
