sexta-feira, 14 de maio de 2010
ana-crônico
Junto com todos os planos que fizemos juntas e o resto deles que mentalizei sozinha, transformando assim em cinza um passado incompleto e um futuro já deficiente ainda no ventre de nossas vidas. Ninguém, minha querida, – leia bem – ninguém sabe quanta dor senti para parir essa derrota pesada que fez com que eu me enxergasse outra vez dentro desta esfera solitária de frustração, total impotência depois de tanto esforço para manter cada coisa em seu lugar, para te manter em seu lugar, para me manter por você mesmo que este não seja meu lugar, para existir para nós algum lugar. Te conheci tão bem, nem imagina! Desde o primeiro momento, acredite, nunca fui ingênua, sempre soube com muita lucidez o que haveria de encontrar, meu bem, mas o amor não só me grita pelo nome como me puxa pelos cabelos e me beija na boca – e então de que forma eu preencheria o buraco em meu coração se ignorasse que me apaixonei pela tua voz no segundo em que a ouvi? Tenho os ouvidos abertos e olhos acesos, meu amor, sentidos a flor da pele para o mundo e recebo de peito aberto toda esta inflação incontrolável de sentimentos... porém calo. Sempre soube, tu e eu. A verdade é que o que me deixa cicatrizes é essa seqüência ininterrupta de mágoas afiadas como faca que não me deixa respirar; não existe tempo para mim. E sem trégua a vida me estapeia com uma mão e me afaga com a outra, de porre em porre vai me desmentindo, e me desgasto lentamente, cigarro a cigarro, bem diante dos teus olhos.
Pequei, eu sei. Pequei e sou réu confesso, e como pecadora peço perdão a um céu onde pra mim só existe amor e consigo segurar o perdão em minhas mãos. Mas não posso engolir teu sofrimento, minha querida, quem me dera pudesse...
quarta-feira, 5 de maio de 2010
das minhas tripas, teu coração
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Presente
e que me deixa louca quando me beija a boca,
a minha pele toda fica arrepiada
e me beija com calma e fundo
até minh'alma se sentir beijada...
o meu amor tem um jeito manso que é só seu
que rouba os meus sentidos, viola os meus ouvidos
com tantos segredos lindos e indecentes,
depois brinca comigo, ri do meu umbigo
e me crava os dentes
eu sou sua menina, viu? e ele é o meu rapaz
meu corpo é testemunha do bem que ele me faz
o meu amor tem um jeito manso que é só seu
que me deixa maluca, quando me roça a nuca
e quase me machuca com a barba mal feita,
e de pousar as coxas entre as minhas coxas
quando ele se deita
o meu amor tem um jeito manso que é só seu
de me fazer rodeios, de me beijar os seios
me beijar o ventre e me deixar em brasa,
desfruta do meu corpo como se o meu corpo
fosse a sua casa!
meu corpo é testemunha do bem que ele me faz...
(Chico Buarque)
domingo, 4 de abril de 2010
quinta-feira, 1 de abril de 2010
a vida é doce?
e é você do outro lado me ligando,
devolvendo minha insônia,
minhas bobagens.
(Lobão)
terça-feira, 30 de março de 2010
domingo, 28 de março de 2010
quinta-feira, 25 de março de 2010
sozinha
às vezes no silêncio da noite
eu fico imaginando nós dois,
eu fico ali, sonhando acordado
juntando o antes, o agora e o depois...
por que você me deixa tão solto?
por que você não cola em mim?
tô me sentindo muito sozinho
não sou nem quero ser
o seu dono
é que um carinho às vezes
cai bem...
eu tenho os meus desejos e planos
secretos!
só conto prá você
mais ninguém
por que você me esquece e some?
e se eu me interessar por alguém?
e se ela de repente me ganha?
quando a gente gosta
é claro que a gente cuida,
fala que me ama
só que é da boca prá fora
ou você me engana
ou não está madura
onde está você agora?
sábado, 20 de março de 2010
bluffin' with my muffin
- isso depende do que você faz com o amor, ele é como massinha de modelar e você o deixa como quiser.
- mas eu amo tanto que transborda, explode e respinga amor em todo mundo...
- Bruna, você é uma vagabunda, isso sim.
segunda-feira, 8 de março de 2010
nós, os Incondicionais
Perder você foi como procurar incessantemente uma palavra de meu idioma em um dicionário de língua estrangeira. Todos os dias, todas as horas, como uma função automática que eu exercia sem precisar raciocinar direito; obcecada. Exatamente da mesma forma como te amei, e te amo,
sem parar.


